Redação

17 outubro 2019

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Assembleia histórica na Unicamp reúne cerca de 10 mil pessoas

Estudantes, professores e funcionários aprovaram moção em defesa da educação, ciência e autonomia

15 de outubro de 2019 entrará para história da Unicamp como um marco de resistência em defesa da Universidade. Uma assembleia geral e extraordinária convocada pelo Conselho Universitário, o Consu,  reuniu cerca de 10 mil pessoas no Ciclo Básico do campus de Campinas nessa terça-feira.
O ato foi convocado por conta dos cortes na educação e na redução dos recursos federais destinados ao financiamento de bolsas e demais auxílios à pesquisa.

“Dependemos de bolsas da Capes, do Ministério da Educação, da CNPQ. Esses cortes anunciados nas bolsas impactam e muito na pesquisa dos nossos estudantes, nas nossas pesquisas realizadas aqui na Unicamp e em todo o país”, afirmou Marcelo Knobel, reitor da Unicamp.
Estudantes, professores e funcionários aprovaram moção em defesa da educação, ciência e autonomia  universitária. Representantes de toda comunidade acadêmica tiveram voz no local dando o seu posicionamento.

Para Caio Yuji, presidente da UEE-SP, uma assembleia nessa proporção, que leva os ideias de defesa da educação, da ciência e do principio da autonomia universitária deve ser replicado nas demais universidades paulistas, tanto na USP, quanto na UNESP, que sobre com questões sobre o financiamento. “Foi um momento de amplitude e de unidade em que foi visível notar o ‘gás’ nos estudantes presentes. Com certeza esse movimento vai crescer.”

Camila Modanez, estudante de Engenharia Mecânica da UNICAMP, observou que o grande impacto da assembleia foi o fortalecimento de uma pauta única.
“Toda a comunidade acadêmica e a sociedade civil  está em unidade barrar os ataques da universidade e não apenas na Unicamp, em todas as estaduais e federais do país”.

Há 38 anos atrás, 1981, o mesmo local recebeu um evento na mesma proporção contra uma tentativa de intervenção do governador Paulo Maluf no campus, ainda durante o regime militar. A tentativa do governo estadual de intervir na administração da universidade gerou uma onda de protestos que culminou com um grande encontro no Ciclo Básico. Na ocasião, os interventores acabaram renunciando aos cargos.

 

Ciclo Básico lotado em 1981

 

Em 2019, assembleia reúne toda comunidade acadêmica
Foto: @aknarua
Da Redação – com informações do G1

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