Redação

09 agosto 2019

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Estudantes fazem ato na Uninove contra Reajustes

Na noite desta quinta-feira, 08.08, estudantes da Uninove e a UEE-SP realizaram um ato em frente ao campus da Vergueiro da universidade.
A manifestação aconteceu devido à indignação com os reajustes nas mensalidades desse semestre, que superaram o índice da inflação, chegando a mais de 30%.
No início do ano, os estudantes da Uninove também realizaram manifestações contra os aumentos nos boletos das rematrículas. Em ambos,a reitoria não apresentou justificativas para o percentual.
A estudante de pedagogia , Manuela *, pediu transferência do Maranhão e conseguiu uma bolsa e assim pagaria durante 2019 o valor de R$ 240.
” Foi o que a Uninove me assegurou. No mês seguinte o valor já era de R$ 260 e esse semestre passou para R$ 560. Além disso, mudaram a grade curricular e retiraram disciplinas essenciais do curso sem nos avisar”, conta a estudante do campus Vergueiro.
EaD
Jade*, que estuda Arquitetura na Uninove Memorial, presente no ato, observa que o curso dela não foi afetado por reajustes, mas para ela é inaceitável 40% de aulas à distância em um curso com valor presencial. “Os docentes não tem valorização alguma, as demissões acontecem até pelo WhatsApp”, acrescenta
Aluno de Ciências Sociais, Pedro*, diz que a reitoria da Uninove não escuta as reclamações e reivindicações dos estudantes. ” O nosso curso foi totalmente desintegrado, os professores demitidos, e em nada somos avisados. E 40% de disciplinas à distância é um absurdo”.

O próximo passo dos universitários da Uninove é fortalecer o ato do dia 13 de Agosto em defesa da educação, que acontece no MASP, às 15h.

“Uma bandeira de luta de anos do movimento estudantil está em defender a criação de uma Regulamentação ao Ensino Superior Privado no país, que dessa forma impeça os reajustes abusivos e crie fiscalização quanto a qualidade oferecida nos cursos, portanto elevar a luta dos estudantes nesse dia de mobilização nacional também amplifica a situação que está acontecendo nas universidades particulares”, observa Tayná Wine, diretora da UEE-SP.
* Optamos por não informar o nome completo do estudante para manter sua identidade em sigilo.

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