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05 maio 2014

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Incitação ao Debate. E com festa!

A 18º Parada do Orgulho LGBT reuniu nesse ano cerca de 100 mil pessoas, em sua maioria jovens estudantes, e teve como pautas a luta pela criminalização da homofobia e a aprovação do projeto de lei de Identidade de Gênero João Nery.

A marcha teve início com o bloco unitário “Aprovação da Lei João Nery”, em que diversos movimentos sociais, estudantis, e organizações da comunidade LGBT pediram a aprovação do projeto de lei que visa garantir o direito de reconhecimento, livre desenvolvimento e que todo trans– travestis, transexuais e transgêneros — possa solicitar a retificação registral de sexo, a mudança de prenome e imagem registradas na documentação pessoal e assim ser tratado conforme a sua identidade de gênero.

Além disso diversos manifestantes querem uma maior politização da parada, para alguns atualmente ela está bem mais voltada para uma festa, como o estudante de biologia na Universidade São Camilo, Kalil Lozardo, 24 anos, considera “A parada tem o intuito de uma manifestação pelos direitos e conscientização, mas não nos representa mais como deveria, pois muitas pessoas a consideram ser apenas uma grande festa”. A também estudante de Engenharia Civil, na Universidade São Judas Tadeu, Nathalia Santis, 24 anos, discorda e afirma que “A Parada pode até ter uma aparência de festa, mas ainda assim não tira o foco principal que é a luta pela igualdade.”.

O estudante de engenharia civil da Oswaldo Cruz Caio Lima, 26,  também percebe potencial para a mudança de mentalidade e abertura ao debate. “Festa foi, não tem como negar, porém acredito que ela ainda ajuda no processo de aceitação” afirma.

O desfile dos trios terminou na praça da república, no começo da noite,  com  shows do cantor Pedro Lima e Wanessa Camargo e os músicos também falaram sobre a luta pela igualdade.

“A Parada pode ser sim considerada uma grande festa, festa daqueles que sempre foram minorias esquecidas e discriminadas, mas ainda assim em clima de alegria expressamos o orgulho do que somos, e temos o direito de continuar sendo o que quisermos e como nos enxergamos. E cientes disso lutamos para que esse direito de “ser” seja de fato conquistado por inteiro.” afirma Bruno Hernandes, 23 anos, estudante de Engenharia Civil na Universidade São Judas Tadeu.

Imagem: Midia Ninja

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