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20 Maio 2014

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Os 10 anos do ProUni

UEE São Paulo participa do evento em Brasília que discute o programa de acesso à educação superior que já beneficiou 1 milhões de pessoas

Hoje, dia 20/5,  acontece um importante evento em Brasília pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, sobre os 10 anos do Programa Universidade para Todos (ProUni). A presidente da UEE São Paulo, Carina Vitral, estará presente.

Organizado pelo deputado federal do PCdoB, Gustavo Petta, o evento “Dez anos do ProUni – Balanço e Perspectivas “, irá definir planos, metas e  traçar os desafios do programa que  visam sua ampliação e aprimoramento.

Ele merece um balanço especial, já que transformou consideravelmente a “cara”da educação superior no país.

“Temos muitos aspectos positivos para comemorar. Cerca de 1 milhão de pessoas concluíram o curso por conta das bolsas. É uma grande vitória”, afirma Petta, que em 2004 era presidente da UNE, e participou da criação.

O deputado acrescenta que os desafios agora são voltados para a permanência dos estudantes nos cursos, por meio de diversas políticas de incentivo.

“Atualmente, os alunos de cursos de período integral recebem uma bolsa auxílio de R$ 400. O nosso objetivo é expandir esses benefícios para estudantes de cursos de meio período, para assim,  ter como arcar com despesas de transporte, alimentação e material como livros e cópias”, diz Petta.

Além disso, o deputado acrescenta que é importante iniciativas que ocorrem em São Paulo, promovidas pela UEE -SP, de assistência estudantil para Universidades Privadas no Corredor Vergueiro na capital (um dos maiores conglomerados de universidades do mundo), por exemplo, como os projetos de restaurante populares, espaço cultural, passe livre e alojamentos. “Dessa forma, os benefícios alcançam todos os alunos”.

O ProUni foi criado durante o Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela Lei 11.096/05 e estima-se que 12 milhões de pessoas foram inscritas e mais de 1 milhão concluíram o curso.

Os estudantes aprovados pelo Programa cursam a graduação em universidades privadas tradicionais ou tecnológicas, pela metade do valor da mensalidade( por meio do Fies) ou com bolsas integrais. As instituições, por sua vez, recebem em troca uma série de políticas de  isenção de tributos.

A dinâmica da expansão

Para Flavia Stefanny, estudante do 4º ano de Farmácia da PUCCAMP e bolsista do ProUni, o programa a ajudou a ingressar em um curso com mensalidade de R$ 2 mil,  que seria impossível sem o benefício. “Consegui a bolsa por meio do meu desempenho no ENEM, sendo assim,  é um programa muito prático e democrático. Porém, acredito que é uma política paliativa para a inacessibilidade da educação pública superior. E acredito que as  grandes redes de universidade devem ter mais critérios de avaliação para serem incluídas na isenção de impostos, já que muitas vezes não oferecem qualidade suficiente nos cursos”,  aponta Flavia, que enxerga que a avaliaçãomais detalhada e rígida das instituições de ensino também é um dos desafios para os próximos anos do Programa.

 

 

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