Redação

20 janeiro 2021

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Reitora nomeada da UFSCar é apoiada pela comunidade, porém alerta para mais uma intervenção

Professora Bia era o terceiro nome da lista tríplice e foi nomeada por Bolsonaro

 

Nessa quarta-feira, 20.01, foi empossada a Dra. Ana Beatriz de Oliveira, a Professora Bia, como reitora da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), no Ministério da Educação, em Brasília.

Apesar de representar um projeto apoiado pela comunidade acadêmica, mais uma vez o presidente Jair Bolsonaro não nomeia o nome mais votado da Lista Tríplice. Com isso, já são 18 intervenções do governo nas nomeações, desde que assumiu a presidência, quebrando uma tradição democrática nas universidades de desde o fim da ditadura militar, em que o reitor mais votado era empossado.
Bia compõe a chapa Juntos Pela UFSCar eleita com 66,7% dos votos , porém o primeiro nome da lista tríplice era o do Prof. Dr. Adilson de Oliveira Jesus.
Na UFSCar, diferente do que acontece na maioria das instituições, as listas tríplices possuem três nomes da mesma chapa, que é uma estratégia criada ainda no fim da ditadura militar para garantir que o projeto eleito pela comunidade acadêmica fosse empossado.
Nessa eleição de 2020, apesar de não ocorrer um prejuízo ao programa defendido pelos professores, estudantes e funcionários da UFSCar, mais uma vez alerta a tentativa do governo infringir a autonomia universitária.
Graças aos estudantes, professores e trabalhadores da UFSCAR, conseguimos garantir a vitória política mais importante: os três nomes da lista tríplice são da chapa eleita pela comunidade. Apesar do governo desrespeitar a autonomia universitária e não indicar o primeiro nome escolhido pela comunidade, a reitora nomeada é parte do projeto defendido pelos estudantes“, explica Pedro Pêra, secretário-geral da UEE-SP.

Antes da nomeação, a UEE-SP denunciou que no processo eleitoral, aliados do governo que receberam menos de 10% dos votos na consulta à comunidade, tentavam a todo custo inserir seus nomes da lista tríplice para garantir a nomeação pelo presidente, sendo que uma lista já havia sido formada, onde constavam apenas os três candidatos da chapa Juntos pela UFSCar.

Foi um longo processo de luta, resistência e articulação entre as categorias e forças da UFSCar – que defendem a autonomia e democracia universitária -, até que a nomeação da nova gestão da reitoria ocorresse. Apesar do nome escolhido ser o 3ª colocado, mostrando novamente a vontade do MEC e do governo neofascista de Bolsonaro-Mourão em intervir nas universidades, a vitória é concreta, a reitora faz parte do projeto eleito nas urnas com 67% dos votos“, avalia Raisa Cortez Rosado, diretora do DCE Livre UFSCar.
O DCE Livre UFSCar defende  a convocação imediata do Conselho Universitário para debater os caminhos a serem tomados para que seja respeitada a lista tríplice.

 

 

 

 

 

 

 

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