Redação

29 janeiro 2019

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Reunião de diretoria plena aprova Campanha de 70 anos da UEE-SP

Projeto da entidade irá percorrer universidades unindo toda a comunidade acadêmica

 

No último sábado, 26.01, um dia após a comemoração de 70 anos da UEE-SP,  a entidade convocou uma reunião com a diretoria executiva e o pleno, com membros de todo o estado de São Paulo.
Entre os principais objetivos da reunião, estava alinhar com todos os dirigentes os desafios desse ano e as estratégias de resistência dentro da mudança desse ciclo político.
Dessa forma, foi aprovado nessa data histórica de 70 anos, ser essencial defender as entidades estudantis, a UNE,  UEE-SP e o movimento estudantil como um todo  (Centros e Diretórios Acadêmicos e DCE´s) , uma vez que o principal alvo do presidente Jair Bolsonaro hoje é a educação, por se justamente uma das áreas que eles ainda não tem uma hegemonia de governo. “Cabe então fortalecer o movimento estudantil para defender a educação, a democracia, o livre debate e as formas de organizações do povo”, observa Nayara Souza, presidenta da UEE-SP.
Os dirigentes também ressaltaram que marcar 70 anos dentro desse cenário é uma responsabilidade dobrada para a gestão, uma vez que exige uma atenção redobrada frente aos desafios que surgem nesse período.
Como uma das formas de resistência, a diretoria aprovou a campanha “Dos 70 anos da UEE-SP” que irá percorrer as universidades, e além de apresentar o movimento estudantil. irá fortalecê-lo na base, se aproximando das entidades, também aglutinará outros setores da academia, trazendo à discussão os reitores favoráveis ao livre debate, os professores, funcionários, formando assim, uma frente ampla em defesa da educação, pela liberdade de cátedra e em defesa da educação pública.
Casado com isso e entendendo que o grande “gargalo” hoje nas universidades públicas esbarra no financiamento, dando margem a projetos de cobrança de mensalidade,  ou a Emenda Constitucional 95 – que limita por 20 anos os investimentos na educação,  a UEE-SP entende que  movimento estudantil precisa se “debruçar” sobre o tema, reunir os setores da academia para debatê-lo. A ideia é construir na UNICAMP, nesse semestre, o Seminário”Financiamento das Universidades Estaduais Paulistas”, que reúna  docentes, discentes e funcionários para debater o modelo atual,  buscar alternativas e encontrar os caminhos em consenso com todos esses setores envolvidos.
Solidariedade
A reunião teve início com os presentes prestando solidariedade à vitimas da tragédia ambiental e social de Brumadinho (MG), pelo rompimento da barragem da VALE. E entendendo que esse modelo de privatização, que visa apenas o lucro, em detrimento à vida, não fez qualquer manutenção e adequação na área. As responsabilidades devem ser apuradas para que tragédias como essa e de Mariana (MG) – há três anos atrás- não se repitam mais.
A direção da entidade também foi solidária ao deputado federal Jean Willys ( PSOL) – primeiro deputado LGBT do Congresso Nacional, que após inúmeras ameças de morte está exilado em outro país. Uma situação bastante grave no país devido ao discurso de ódio crescente.
DIA DAS MULHERES
também foi aprovado que a UEE-SP construirá o ato do dia 8 de março, ressaltando a importância da resistência das mulheres frente ao atual governo.

 

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