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05 junho 2014

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Revitalização do Corredor Vergueiro

A UEE São Paulo desenvolveu um projeto que vai mudar a vida dos estudantes e de acordo com a prefeitura ele tem grandes chances de sair do papel

O ProUni e o Fies surgiram para proporcionar aos estudantes de baixa renda mais possibilidades de ingressar no ensino superior, porém falta uma “retaguarda” aos alunos.

Além dos gastos com os cursos, há ainda as despesas com transporte, alimentação e materiais que somam quantias grandiosas. Esses alunos ficam em um impasse, entre abandonar o curso ou continuá-lo, mesmo com condições precárias.

Por outro lado, as instituições de ensino cresceram deliberadamente com esses programas, e muitos campus são inaugurados sem qualquer planejamento.

Exemplo disso, está um dos maiores conglomerados de universidades do mundo, o Corredor Vergueiro, com mais de 20 campi das principais universidades privadas do país, em que fazem parte a Rua Taguá, e as proximidades das estações de Metrô Paraíso, Vergueiro, São Joaquim e Liberdade.

A UEE São Paulo desenvolveu um projeto de revitalização para o local, em que inclui diversas mudanças no ambiente e que proporcionarão transformações significativas na qualidade de vida dos estudantes.

“O estudante chega cansado do trabalho, come um lanche caro, sem qualidade e entra para assistir a aula. Com um restaurante universitário, em que ele pudesse ter uma refeição completa e saudável a um preço baixo, seu desempenho melhora com certeza”, indaga Carina Vitral, presidenta da UEE São Paulo.

Nesse projeto, além do restaurante popular está a instalação de uma concha acústica, creche e moradia, entre outras propostas.

Na última sexta-feira, 30/05,durante a abertura do Conselho Estadual de Entidades, o sub prefeito da Sé, Alcides Amazonas, disse que a prefeitura está empenhada e comprometida nessas mudanças.

“Já estudamos a área e com certeza a implantação desse local irá mudar a vida de muitos estudantes, e ainda servirá de exemplo”, disse Amazonas.

De acordo com Márcio Bico, presidente do DCE da Unip, a possibilidade de implantação do projeto mudou os ânimos dos estudantes. “É visível como a falta de ambiente universitário influencia na vida desses alunos, que não tem espaço. Ele sai o espaço e dá de cara com a rua, compete todo o tempo com carros, ambulantes e lixo nas calçadas. A integração e a segurança ficam bastante comprometidas,, o que reflete também no seu desempenho acadêmico”, observa Bico.

Ele ainda acrescenta que os espaços na região do Corredor Vergueiro não  são bem aproveitados e com o projeto de revitalização esses locais “ociosos” seriam enfim readequados.

Veja as propostas:

  • A construção de um restaurante universitário com almoço e janta a preços acessíveis
  •  A implantação de creches, que possibilite deixar os filhos nos períodos de aula, além de ser uma possível oportunidade de estágio para os estudantes de pedagogia.
  • Investimentos nas bibliotecas dentro das universidades e utilização das bibliotecas públicas que disponibilizem a bibliografia básica do curso.
  • Moradia estudantil verticalizada, utilizando espaços e prédios inacabados e abandonados que possam ser reutilizados, destinados a estudantes de baixa renda que residam em bairros afastados.
  • Criação de editais de bolsas de iniciação científica com temas ligados aos problemas da cidade. O estudante receberá o auxílio de R$ 400,00 por mês, para desenvolver uma pesquisa durante o semestre.
  • Mudança de horário da coleta de lixo, a implantação de iluminação de LED, mais claras em toda a região.
  • Praça universitária voltada para a integração e atividades culturais

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