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25 abril 2014

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Unir a juventude para conquistar mais direitos

Foi dada a largada para a união das pautas dos movimentos sociais

Um período intenso de lutas e movimentação começou no dia 26 de março, e se estendeu até o dia 9 de abril.  A Jornada Nacional de Lutas da Juventude teve sua segunda edição, e dessa vez foi maior, unificada e com muito mais força (a primeira foi realizada em abril de  2013).Os manifestos de junho do ano passado em todo o país acenderam a questão da reivindicação das massas; muito jovens que não haviam despertado para a luta pelos seus direitos de cidadãos, tiveram sua primeira participação nas ruas. Esse legado deixado por esse período mostrou que é preciso reivindicar, para tornar o país mais justo.

E esse é um dos objetivos da jornada desse ano –  dialogar e unificar a juventude, para que se mantenha atuante e com energia. Em São Paulo são ao todo 40 entidades de diferentes segmentos de movimentos sociais e estudantis, realizando atos unificados, exigindo melhor qualidade de ensino, democratização da comunicação, menos violência, atenção aos direi- tos da mulher, entre outras.

Um dos principais atos unificados aconteceu no dia 26/2, no vão livre do MASP, que seguiu até a Assembléia Legislativa na parte da tarde. A UEE São Paulo iniciou pela manhã uma mobilização na Rua Vergueiro com estudantes das universidades privadas. O grupo seguiu até o Centro de Controle Operacional do Metrô e realizou uma faxina, como um ato simbólico pedindo a CPI das Licitações do Metrô realizadas nos governos do PSDB. Além disso, relembrou o projeto que já está tramitando na Câmara Municipal para o passe livre dos bolsistas do ProUni e do FIES, e sobre a precarização do ensino tecnológico.

 Os estudantes se organizaram nesse período para chegar ainda mais próximo do poder público e mostrar que estão em luta por ensino de qualidade e diretos.

No último dia, 10 de abril, diversos movimentos sociais que compõe a Jornada participaram de uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff, em Brasília. E as entidades estudantis foram à Câmara dos Deputados, para um debate sobre a PNE, reivindicando  que 10% do PIB seja destinado para educação.

ENTENDA OUTROS EIXOS DA LUTA:

  • Plebiscito Popular:

Mobilização de diversas entidades para a organização de um plebiscito que pressione o congresso à uma constituinte para a reforma política.

  • Democratização da mídia:

É necessário 1,3 milhão de assinaturas para tramitar no Congresso a Lei da Mídia Democrática, que aumenta a participação popular em relação ao conteúdo veiculado nos meios de comunicação.

por Sara Puerta

 

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