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28 Maio 2014

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UNIVERSIDADES ESTADUAIS EM GREVE

USP, UNESP e UNICAMP estão em greve após anúncio de cortes de investimentos e do reajuste salarial dos funcionários e professores

 

Na quarta-feira passada, dia 21.05, O CRUESP (Conselho de Reitores da USP, Unicamp e Unesp) anunciou que não haveria reajuste salarial para docentes e funcionários das universidades estaduais de São Paulo.

A reação foi imediata, já que os salários desses trabalhadores deveria ser reajustado no mínimo em 7%, de acordo com a inflação. AUNESP e a UNICAMP anunciaram a greve ainda na semana passada.

Após uma segunda-feira (26.05) com diversas assembléias, a USP também aderiu ao movimento, sendo unificado entre estudantes, funcionários e docentes.

Ao todo, 30% das verbas, no geral, foram cortadas, dessa forma, afetando também as bolsas de permanência estudantil, ligadas à pesquisa científica, moradia e educação.

No começo desse ano, o novo reitor da USP, Marco Antônio Zago, anunciou que haveriam cortes no orçamento da universidade, com isso estudantes e funcionários perderam a verba necessária para suas atividades, o que afetou diretamente as  bolsas para estágios internos, iniciação científica, pós graduação, trabalhos de campos e melhorias na estrutura de alguns cursos.

Para se ter uma ideia da necessidade de reverter essa situação, em pesquisa divulgada ontem a USP perdeu o posto de melhor universidade da América Latina para a Pontifica Universidade do Chile.

A UNICAMP aparece na 3ª posição e a UNESP na 9ª.

A pesquisa é realizada pelo grupo inglês Quacquarelli Symonds (QS) desde 2011, e essa é a primeira vez  que a USP perde o lugar.  O critério de avaliação se baseia na reputação acadêmica das instituições, no mercado de trabalho, número de docentes em dedicação exclusiva, a produção científica, além de alunos por sala e por professor.

 

Ato Unificado

Ontem, terça-feira -27.05 – aconteceu audiência pública na ALESP ( Assembléia Legislativa de São Paulo) para discutir a crise financeira  e o financiamento das universidades estaduais.

O Fórum das 6 (que reúne os DCEs, associações de docentes e sindicatos de trabalhadores das estaduais paulistas) foi recebido pelos líderes das bancadas partidárias da Assembléia e apresentou suas reivindicações.

Arthur Miranda, secretário da UEE São Paulo, esteve presente no ato público e afirma que a principal reivindicação dos estudantes está no aumento das verbas destinadas ao ensino público. “A educação pública deve obter 11% do ICMS para o seu aprimoramento. Atualmente, são destinados em torno de 8%. Além disso, as reitorias foram convidadas a participarem  da assembléia para esclarecimento e não compareceram, isso demonstra que estão mais vinculadas aos interesses do governo, do que nos avanços das universidade”, esclarece.

A greve  é parcial nas três instituições e está mantida.

Foto: Portal R7

 

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